O ex-técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro. Segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (6), seu quadro clínico não apresentou alterações significativas.

Conforme informações do hospital, Parreira continua em estado grave, mas estável, e requer suporte intensivo para suas funções vitais. Ele está sob cuidados desde o dia 16 de junho, quando foi diagnosticado com inflamação pulmonar.

Na última sexta-feira (3), o ex-treinador apresentou um quadro infeccioso pulmonar, que afetou também sua função renal.

Devido a essa complicação, Parreira precisou voltar a ser sedado, passou a utilizar aparelhos para respirar e iniciou um tratamento de hemodiálise.

“O paciente apresentou um quadro infeccioso pulmonar com repercussão na função renal. Por conta dessa complicação, Parreira voltou a ser sedado e a respirar com auxílio de aparelhos, além de necessitar de hemodiálise”, informou a equipe médica.

Acompanhamento médico e histórico de saúde

O ex-técnico está sob a supervisão do pneumologista intensivista Arthur Vianna, além de contar com uma equipe assistencial e multidisciplinar na unidade de terapia intensiva.

Além das complicações respiratórias, Parreira também é portador de um linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático. Essa condição exige um acompanhamento contínuo e pode complicar o quadro geral de saúde do ex-treinador.

Entendendo o linfoma de Hodgkin

O linfoma de Hodgkin é um câncer que inicia no sistema linfático, que é responsável pela produção de células de defesa do corpo humano. A doença se caracteriza por se espalhar de forma ordenada entre os linfonodos, utilizando os vasos linfáticos como via de disseminação.

A transformação de um linfócito, geralmente do tipo B, em uma célula maligna é o que desencadeia a patologia. Esse processo resulta na multiplicação de células malignas, que podem se espalhar para outros tecidos ao longo do tempo, se não forem tratadas adequadamente.

Os homens apresentam uma maior propensão ao linfoma de Hodgkin do que as mulheres, e a doença costuma surgir com mais frequência nas regiões do pescoço e do tórax.