O presidente da França, Emmanuel Macron, usou suas redes sociais nesta segunda-feira (6.jul.2026) para expressar apoio ao atacante da seleção francesa Kylian Mbappé, após a senadora paraguaia Celeste Amarilla ter feito comentários racistas direcionados ao jogador.
Na publicação, Macron afirmou que Mbappé marcou 'mais um gol', desta vez contra o racismo. 'Quando as palavras ferem, nossos valores respondem: dignidade, respeito, fraternidade', completou o líder francês, referindo-se aos princípios fundamentais dos Direitos Humanos, que foram estabelecidos em 1789 com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
As ofensas de Amarilla surgiram após a vitória da seleção francesa sobre a paraguaia na Copa do Mundo de 2026, ocorrida no último sábado (4.jul.2026). A senadora fez uma postagem em que afirmou que o atleta 'em vez de leite materno, mamava cocos e a coisa mais instruída que ouviu foram chimpanzés'. A declaração provocou uma onda de indignação nas redes sociais.
Em resposta às ofensas, Kylian Mbappé publicou em seu perfil no X uma mensagem contundente, chamando a senadora de 'uma mulher nojenta que não merece a sua posição'. O jogador enfatizou que não permitirá que 'mulheres como ela espalhem seu ódio e racismo pelo mundo' e acrescentou que Celeste Amarilla 'não representa o Paraguai, país que demonstrou paixão e honra durante toda a competição'.
A repercussão das declarações de Amarilla trouxe à tona a discussão sobre racismo e discriminação no esporte, destacando a importância de figuras públicas, como atletas e políticos, em combater essas atitudes. A defesa de Macron a Mbappé também indica o compromisso da França em lutar contra o racismo, especialmente em um contexto onde atletas de destaque enfrentam ataques de natureza racial.
O incidente não apenas gerou uma resposta imediata de líderes políticos, mas também reforçou a necessidade de um diálogo mais amplo sobre respeito e igualdade, tanto dentro quanto fora dos campos de futebol. O apoio a Mbappé por parte de Macron pode ser visto como um reflexo da crescente intolerância à discriminação racial, que continua a ser um desafio em várias partes do mundo.
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