Um cão macho de oito anos, conhecido como Jorge, foi adotado após passar quatro anos no abrigo da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), em Itapetininga, São Paulo. A adoção aconteceu na terça-feira, 14 de julho de 2023, quando Hellen Thallya Nunes Paz da Cruz, de 18 anos, e sua família visitaram o local em busca de um novo animal de estimação.
História de Jorge e o processo de adoção
Durante a visita ao abrigo, Hellen e sua família inicialmente pretendiam adotar uma fêmea mais nova, mas logo se apaixonaram por Jorge, um cão sem raça definida. Hellen compartilhou sua experiência: “O Jorge me encantou. Eu nunca comprei cachorros, mas adotar um cão com certa idade foi a primeira vez. Me senti realizada e isso me motivou a fazer isso pelo resto da minha vida”.
Após a morte de sua antiga cachorra, Hellen e sua família buscaram adotar um novo companheiro e, ao conhecer Jorge, mudaram de ideia. “Ele é meigo, doce e carinhoso. Não nos importamos com a idade ou tamanho, só queríamos tê-lo”, destacou a tutora.
O resgate e a adaptação de Jorge
Fernanda Nery, responsável pela Uipa, contou que Jorge foi encontrado abandonado na Rodovia Gladys Bernardes Minhoto em 2022. “Ele estava paralisado, os carros passando por ele e ninguém ajudando. Levamos ele até a Uipa e cuidamos dele”, relembrou. Para encontrar um lar para Jorge, imagens dele foram divulgadas nas redes sociais, pois animais mais velhos costumam ter mais dificuldade para serem adotados.
Hellen revelou que a adaptação de Jorge à nova casa está em andamento. “Ele é um cão medroso, mas, apesar da idade, continua sendo um 'bebezão'. Estou animada e acredito que logo ele se sentirá parte da família”, disse. A jovem compartilhou fotos de Jorge em sua nova casa, já se mostrando à vontade com seus novos tutores.
A veterinária Juliana Sonoda, de Itapetininga, comentou sobre a adoção de animais idosos, ressaltando que eles podem se adaptar a novas rotinas. “Muitas pessoas ainda acreditam que animais idosos não se adaptarão ou viverão pouco tempo. Mas eles costumam ser mais tranquilos e já têm uma personalidade definida”, afirmou.
Hellen expressou esperança de que a história de Jorge incentive mais pessoas a considerar a adoção de animais mais velhos, que frequentemente oferecem muito amor e carinho. “Dar um lar significa oferecer dignidade, afeto e qualidade de vida”, concluiu a veterinária.
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