Nos tempos em que se amarrava cachorro com linguiça e autoridade se medía pelo tamanho do bigode, havia um homem chamado Zé Firmino das Mercês, conhecido por sua esperteza e paixões por pinga, truco e briga de galos.

Conflito familiar e social

Zé Firmino era apaixonado por galos de briga, mas sua esposa, dona Quitéria, não via graça na atividade. Ela advertia que ele acabaria em problemas legais por causa dos bichos emplumados, que não lhe davam lucro e consumiam alimentos das galinhas.

No entanto, a decisão presidencial de Jânio Quadros de proibir as rinhas de galos gerou conflitos entre galistas e autoridades. A medida espantou os galistas e satisfez quem já estava cansado de ver os bichos se estraçalhando por diversão alheia.

A polícia, que já tinha trabalho de sobra com outros crimes, teve que se envolver na perseguição das rinhas escondidas. Zé Firmino, sentindo-se diretamente atingido, não pôde deixar de se manifestar contra a proibição.