Legislação proíbe impulsionamento de publicações negativas durante a campanha, mas risco parece valer a pena
A legislação eleitoral é clara: o impulsionamento de publicações durante a campanha eleitoral só pode ser feito para promover ou beneficiar candidaturas ou partidos, nunca para fazer propaganda negativa contra adversários.
No entanto, especialistas ouvidos pela coluna apontam que, por 'lapso de memória', alguns patrocinam postagens com informações inverídicas sobre o oponente, conhecidas como fake news.
A multa para esse tipo de publicação, além da remoção, varia de 2 a 5 mil reais, e 10 mil para reincidentes. No entanto, a Justiça Eleitoral decide por liminar em poucas horas, enquanto a Meta leva até 12 horas para remover a postagem, o que pode causar danos significativos.
Segundo interlocutores da política goiana, o medo é que essa brecha seja explorada, pois a punição pareceria branda diante do estrago causado pelas fake news.
Na última sexta-feira, a campanha de Daniel Vilela conseguiu cinco decisões liminares contra donos de postagens por impulsionamento de publicações com informações falsas sobre o emedebista.
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