O Brasil permanece na liderança do ranking mundial de juros reais e ampliou a diferença em relação ao segundo colocado após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidir manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, nesta quarta-feira, 4. Segundo levantamento da MoneYou, o juro real brasileiro alcançou 9,49%, o maior entre os 40 países analisados.

Incertezas econômicas influenciam cenário mundial

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, a MoneYou apontou que a elevação das expectativas de inflação para os próximos 12 meses contribuiu para a redução dos juros reais em grande parte dos países analisados.

O movimento ocorre em meio ao aumento das tensões internacionais, especialmente no Oriente Médio, onde a continuidade dos conflitos tem provocado preocupações com o fornecimento de petróleo e a evolução dos preços dos combustíveis.

No Brasil, o levantamento também destacou as incertezas sobre a trajetória da política monetária após as eleições presidenciais. Entre os fatores observados estão as discussões sobre a condução das contas públicas, a desvalorização do real e a pressão sobre as expectativas de juros futuros.

Maioria dos países manteve taxas de juros

O levantamento da MoneYou também analisou decisões de política monetária em um conjunto mais amplo de 164 países. Os resultados mostram que a maioria das autoridades monetárias optou por preservar as taxas de juros.