Bosnia: O longo sombra lançada pela cortejo de Ratko Mladic

Belgrado nega ter organizado um funeral de Estado para Ratko Mladic, condenado por genocídio em Srebrenica e crimes contra a humanidade em 2017. No entanto, a presença de autoridades judiciais e militares, bem como a realização de cerimônias em locais controlados pelo Estado, indicam uma celebração oficial.

Bosnia e Herzegovina: Dois entidades, duas narrativas

No lado de Republika Srpska, cerca de 49% do território, o funeral foi acompanhado por autoridades locais. A discussão pública focou-se em defesa dos serbios e injustiças internacionais. 'Sem Ratko Mladic, não haveria Republika Srpska', afirmaram os participantes.

Sarajevo, sede do governo central, vê essa abordagem como uma relativização de crimes de guerra e ameaça à estabilidade. Enquanto isso, a Federação de Bosnia e Herzegovina reagiu com duras críticas, anunciando medidas para enfriar as relações diplomáticas com Belgrado.