Autoridades de Nova York sabiam que o ar próximo ao marco zero do atentado de 11 de Setembro não era seguro para respirar, apesar de terem falado o contrário ao público na época, segundo documentos revelados nesta terça-feira (8) pelo governo da cidade.

As informações constam nas 170 mil páginas de documentos sobre o 11 de Setembro divulgadas pelo governo nova-iorquino nesta terça, na semana em que o atentado completará 25 anos. Os registros incluem dados sobre contaminação coletados por agências ambientais locais nos dias seguinte ao atentado e relatórios sobre a qualidade do ar, além de conversas entre autoridades municipais sobre preocupações com a situação e a possibilidade da cidade ser responsabilizada judicialmente pela exposição da população às toxinas presentes no ar.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou que 'à medida que os anos passam e o custo humano aumenta, lidamos com o preço do 11 de Setembro sempre que outro nova-iorquino nos é tirado cedo demais'. Ele destacou que, agora, quase 25 anos depois, mais pessoas morreram de doenças relacionadas ao 11 de Setembro do que foram mortas no próprio dia dos ataques.