Os bombeiros voluntários do Rio Grande do Sul que participaram das operações de busca por vítimas dos terremotos na Venezuela desembarcaram em Porto Alegre neste sábado (11). O grupo passou uma semana na região de Caracas, onde enfrentou o impacto da tragédia que atingiu o país vizinho no final de junho.

Durante a missão, os voluntários transportaram medicamentos, materiais de primeiros socorros e equipamentos para busca em áreas de escombros. Anderson Jociel da Rosa, comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários do RS, compartilhou as dificuldades enfrentadas e a realidade local. “Percebemos no olhar das pessoas algo muito semelhante ao que vimos nas enchentes de 2023 e 2024 em nosso estado. Um olhar de tristeza, de falta de esperança por não saber como recomeçar”, disse ele.

Chegada ao Brasil e reencontro com familiares

A chegada dos bombeiros foi marcada por emoção. Familiares aguardavam ansiosamente no Aeroporto Internacional Salgado Filho, onde o grupo pousou às 6h40. Daniela Duarte Leonel, irmã de Anderson, expressou a expectativa durante a missão: “Desde o dia que ele foi, a gente está ansiosa. Conversa todos os dias, tentando acalmar um pouco o coração dele”.

A advogada Isabela Batistiani, esposa do bombeiro Marcelo Bidone, também comentou sobre a ansiedade da espera: “O coração estava apertado”, revelou.

Impacto da missão na Venezuela

Os terremotos que atingiram o norte da Venezuela deixaram um saldo devastador, com mais de 4,1 mil mortos e cerca de 17 mil feridos, segundo informações da equipe de bombeiros. Anderson destacou que a operação foi a mais impactante da trajetória do grupo. “Pela destruição, pelo caos, pelo número de mortes e por todo o cenário que encontramos, foi a atuação mais marcante para nós. Vimos muitas coisas que fotos, imagens e vídeos não conseguem demonstrar”, afirmou.

Os bombeiros gaúchos embarcaram para a Venezuela com o intuito de ajudar nas buscas e trazer a experiência adquirida nas enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul em 2024. A missão não apenas envolveu o transporte de suprimentos, mas também a troca de vivências que pode ser crucial para a recuperação das comunidades afetadas.