Centenas de beduínos palestinos se reuniram no deserto do Neguev, em Israel, para protestar contra a política do governo que resulta na demolição de casas em vilarejos considerados não reconhecidos. Os manifestantes exigem que suas comunidades, que existem há gerações, sejam formalmente reconhecidas pelo Estado israelense.

A manifestação, que ocorreu no dia 25 de junho de 2026, contou com a presença de líderes comunitários que criticaram duramente o Ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, acusando-o de promover uma agenda que ignora os direitos e a existência dos beduínos na região.

Os beduínos, um grupo indígena que vive tradicionalmente no deserto do Neguev, enfrentam desafios significativos em relação à falta de reconhecimento legal de suas aldeias. Muitas dessas comunidades não aparecem em mapas oficiais e, como resultado, seus habitantes enfrentam constantes ameaças de demolição de suas residências.

Durante o protesto, os líderes comunitários enfatizaram a necessidade urgente de diálogo entre o governo israelense e as comunidades beduínas, pedindo que suas reivindicações sejam ouvidas e respeitadas. A situação dos beduínos no Neguev é um reflexo mais amplo das tensões entre o governo israelense e as minorias não reconhecidas no país, levantando questões sobre direitos civis e a preservação de culturas indígenas.

A demolição de casas não reconhecidas tem sido uma prática controversa em Israel, e a protesto de ontem é mais um exemplo da crescente resistência das comunidades beduínas frente a políticas que consideram injustas e discriminatórias.