Marion Bartoli, campeã de Wimbledon, expressou sua admiração e apoio ao técnico Didier Deschamps, que lidera a seleção francesa na semifinal da Copa do Mundo contra a Espanha, marcada para terça-feira, às 20h (horário de Brasília). Bartoli, em entrevista à BBC Sport, falou sobre a amizade que compartilha com Deschamps e os desafios que ele enfrenta à frente do time.
Uma amizade duradoura em meio à pressão
Desde que se conheceram em uma cerimônia de premiação em 2013, após Bartoli conquistar Wimbledon, a amizade entre os dois se fortaleceu ao longo dos anos. “Temos 13 anos de amizade, algo que valorizo imensamente, pois sei que ele está sob muita pressão”, afirmou Bartoli, de 41 anos. Deschamps, que se tornou técnico da França em 2012, costuma visitar Bartoli em Dubai, onde ela reside.
Além de compartilhar momentos no esporte, como partidas de padel, Deschamps é descrito por Bartoli como uma pessoa atenciosa, que sempre se preocupa com seus amigos. “Ele sempre tira um tempo para me responder e pergunta onde estou no mundo”, completou.
Desafios pessoais e foco na competição
Enquanto a seleção francesa se destaca no torneio, Deschamps também enfrenta a perda de sua mãe, Ginette, que faleceu em 23 de junho. Bartoli mencionou que enviou uma mensagem de apoio ao técnico durante esse momento difícil, e ele respondeu com gratidão, mostrando-se motivado para o campeonato. “Ele pode se sentir mais para baixo após a Copa, mas neste momento está com um espírito elevado e muito motivado”, disse.
Deschamps, que já levou a França ao título mundial como jogador em 1998 e como técnico em 2018, está determinado a encerrar sua passagem na seleção com mais um título. Bartoli destacou que ele deseja que a atual geração se torne campeã novamente, após ter chegado à final em 2022 e perdido para a Argentina nos pênaltis.
A expectativa para o confronto contra a Espanha
Com a semifinal se aproximando, Bartoli reconhece que a Espanha será um adversário complicado. Ela lembrou que a França perdeu para os espanhóis nas semifinais do Campeonato Europeu. “Ele sabe que a Espanha será um oponente difícil. Queremos a revanche, com certeza”, afirmou.
A ex-tenista acredita que Deschamps não recebe o reconhecimento que merece devido às altas expectativas em relação ao futebol francês. “Na França, temos 67 milhões de técnicos tentando fazer a seleção vencer. Não é uma tarefa fácil, mas ele faz isso brilhantemente”, comentou. Bartoli também espera que Deschamps tenha um futuro no futebol, independentemente do resultado na Copa.
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