O Banco da Inglaterra decidiu elevar a taxa de juros para 4%, uma medida que surpreendeu muitos cidadãos em meio a uma segunda crise de custo de vida em quatro anos.
Muitas pessoas ficarão incrédulas ao saber da decisão de aumentar o custo de empréstimos em 0,25 pontos percentuais, observando seu entorno e não encontrando sinais de um forte crescimento econômico.
Os dados oficiais mostram que a economia tem demonstrado resiliência diante do aumento nos preços do petróleo e gás após a guerra na Irã, mas as ruas britânicas estão lutando e os fatores subjacentes da inflação estão ausentes.
Economia em equilíbrio
A maioria das famílias está gastando apenas para manter o nível de vida, seja em alimentos, energia, férias ou lazer. As empresas estão em situação semelhante, tendo absorvido significativos aumentos fiscais.
Os policymaker do Banco acreditam que, apesar de tudo isso, o choque de energia, maior do que inicialmente estimado, vai se espalhar por toda a economia, elevando os preços e encorajando uma onda de demandas salariais que, por sua vez, darão uma nova vida à inflação no próximo ano e no seguinte.
Divergência de perspectivas
A análise do Banco se opõe à do Office for Budget Responsibility (OBR), que serve como o previsor independente do Tesouro. O OBR foi claro em depoimento ao parlamento que não há impulso para altas taxas salariais.
O OBR prevê que o crescimento econômico será de apenas 1% em 2027 e que o índice de preços ao consumidor (IPC) atingirá apenas 3,75%. A inflação chegou a 3,5% em setembro, conforme dados oficiais.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.