Um resíduo abundante da produção de vinho pode ganhar uma nova utilização na agricultura. Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR) desenvolveram um biofertilizante à base de bagaço de uva que favoreceu o desenvolvimento da calêndula pôr do sol (Calendula officinalis L.) e aumentou a concentração de compostos de interesse nutricional nas flores.

Bagaço foi transformado em biofertilizante

Antes de chegar às plantas, o bagaço de uva passou por um processo de digestão anaeróbia, no qual microrganismos decompõem a matéria orgânica sem a presença de oxigênio. O processo resultou em um digestato, biofertilizante líquido rico em nutrientes que posteriormente foi utilizado no cultivo da calêndula.

A proposta dos pesquisadores foi justamente aproveitar esse potencial para desenvolver um produto de maior valor agregado e, ao mesmo tempo, buscar uma destinação mais sustentável para o resíduo das vinícolas.