A arrecadação do governo federal atingiu R$ 266,8 bilhões em maio deste ano, conforme divulgado nesta quinta-feira (25) pela Receita Federal. Este valor representa um crescimento real de 10,7% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, quando a arrecadação foi de R$ 241 bilhões, já corrigidos pela inflação.
Este montante marca o maior resultado já registrado para meses de maio desde que a Receita Federal iniciou sua série histórica em 1995, totalizando 32 anos. O aumento na arrecadação está vinculado ao crescimento da economia brasileira e às mudanças tributárias promovidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos últimos anos.
Fatores que impulsionaram a arrecadação
Dentre as alterações tributárias, destacam-se a elevação na tributação sobre fundos exclusivos e offshores, além de mudanças na tributação de incentivos estaduais e o aumento de impostos sobre combustíveis. O governo também implementou uma taxa sobre encomendas internacionais e reonerou gradualmente a folha de pagamentos.
Além disso, a alta no preço do petróleo, influenciada pela guerra entre Estados Unidos e Irã, contribuiu significativamente para o aumento da arrecadação. Somente em maio, o imposto de exportação sobre petróleo arrecadou R$ 1,05 bilhão, enquanto as receitas não administradas, que incluem royalties e concessões, cresceram R$ 4,1 bilhões.
Perspectivas para o futuro
Nos primeiros cinco meses de 2023, a arrecadação federal totalizou R$ 1,32 trilhão, representando um crescimento real de 6,42% em relação ao mesmo período de 2022. O governo projeta continuar contando com esse aumento da arrecadação para alcançar a meta fiscal de 2026, que prevê um superávit de 0,25% do PIB.
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