Em Cutral Co, cidade da Patagônia argentina com uma imponente estátua de 26 metros de Lionel Messi, torcedores celebraram a classificação da seleção nacional para a final da Copa do Mundo. A vitória sobre a Inglaterra, rival histórica da Argentina, por 2 a 1 na semifinal, provocou uma explosão de alegria entre os moradores.

Cerca de 300 pessoas se reuniram em um telão próximo à gigantesca estátua do jogador, que simboliza a importância de Messi para o futebol argentino. O clima de festa tomou conta da cidade após o apito final da partida, que viu a Argentina reverter uma desvantagem no placar.

“Foi uma vitória sofrida”, comentou Lucas Romero, de 32 anos, enquanto celebrava com sua esposa. Ele fez referência ao monumento dizendo: “É um reconhecimento merecido por tudo o que Messi fez”.

O monumento a Messi

Cutral Co, que possui aproximadamente 40 mil habitantes, é conhecida pela sua economia baseada na exploração de petróleo e gás na formação de Vaca Muerta, uma das maiores reservas de hidrocarbonetos não convencionais do mundo. A cidade ganhou notoriedade nacional em junho, quando foi inaugurada a estátua de Messi, criada pelo artista local Aldo Beroisa. O monumento retrata o jogador ajoelhado, sorrindo e apontando para o céu, e é considerado a maior estátua dedicada a ele já construída.

A crescente tensão durante a Copa

O clima entre os torcedores argentinos durante a Copa de 2026 começou de forma mais amena em comparação ao Mundial de 2022, já que muitos afirmavam sentir menos pressão após a conquista do título no Catar. Contudo, à medida que a seleção avançava nas eliminatórias, a tensão aumentou, especialmente após partidas em que a equipe precisou mostrar resiliência ao sair atrás no placar.

Esse aumento da ansiedade levou veículos de comunicação a consultar cardiologistas sobre os riscos de infarto durante os jogos. Na capital Buenos Aires, que ficou praticamente vazia durante a semifinal, torcedores tomaram as ruas ao final da partida, agitando bandeiras e buzinando em celebração.

“Estou tomado pela emoção”, disse Mariano Gecik, professor universitário de 49 anos, que assistiu ao jogo na casa de amigos. “Mais uma vez, foi uma demonstração de superação, resistência e garra. Merecemos estar na final da Copa do Mundo.”