Em 20 de agosto, mais de 6 milhões de argentinos enfrentam atrasos nos pagamentos de dívidas, segundo dados do Banco Central e consultorias locais. A situação se intensificou com uma marcha realizada na Praça de Maio, em Buenos Aires, onde cidadãos endividados reivindicaram mecanismos de refinanciamento.
Crise de endividamento no país
O Brasil tem pouco mais de 46 milhões de habitantes. Em Argentina, um a cada três cidadãos está com dívidas em atraso, segundo a consultoria Analytica. As dívidas envolvem bancos, carteiras digitais, lojas de eletrodomésticos e agiotas.
Debates sobre a origem da dívida
O presidente Javier Milei atribuiu o aumento do endividamento à compra de televisores para a Copa do Mundo de Futebol. Ele afirmou, em entrevista ao jornal La Nación, que alguém teria colocado "uma pistola na cabeça" dos devedores para que se endividassem.
Funcionários do governo classificaram a questão como "um problema entre entes privados". A declaração não foi respondida pela Presidência até o momento da publicação. Eliana Yaynes, residente em Buenos Aires, criticou o raciocínio, dizendo que é "surreal" imaginar que alguém se endividasse por capricho.
Yaynes e seu marido pagam quatro empréstimos. Venencio afirma ter calculado que, antes do quarto crédito, a dívida chegava a 10 milhões de pesos (cerca de R$ 34,1 mil). Ele e sua esposa devem, juntos, cerca de 27 milhões de pesos em cartões bancários.
Em 9 de fevereiro de 2025, Venencio lembra o momento em que a situação começou a perder controle.
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