Um novo estudo liderado pela Universidade da Califórnia em Riverside revelou que colisões entre pedaços de gelo podem ser a chave para entender por que a geleada polar se move de maneira inesperada.
A geleada polar não sempre se move conforme o esperado apenas com a influência do vento. De acordo com os pesquisadores, a colisão constante entre os pedaços de gelo pode explicar essa diferença.
A geleada polar é composta por vários pedaços de gelo conhecidos como floes, que podem variar desde alguns metros até vários quilômetros de largura. O vento empurra esses pedaços sobre o oceano, fazendo-os se deslocar lentamente. No entanto, observações têm mostrado que o vento não explica completamente o movimento da geleada polar.
O gelo frequentemente se move mais rápido e espalha-se pelo oceano mais lentamente do que modelos simples baseados em vento prevêem. Pesquisadores propuseram várias explicações possíveis, incluindo comportamento incomum do vento, eddies oceânicos e rachaduras no gelo. O novo estudo sugere que muitas dessas padrões intrigantes podem ser explicados por uma única regra básica: colisões entre os pedaços de gelo vizinhos.
Os pesquisadores criaram um modelo computacional que trata o gelo flutuante como grãos em um silo, mas com a adição de movimento turbulento do vento e colisões repetidas entre os pedaços de gelo. Ao comparar o modelo com medições reais da Estreito de Fram, um canal entre Groenlândia e o arquipélago norueguês de Svalbard, eles conseguiram reproduzir três observações difíceis de explicar.
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