Justiça americana mantém regra de cidadania automática por nascimento em território dos Estados Unidos O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que deve apoiar iniciativas do Congresso dos EUA para reverter o direito à cidadania americana a filhos de imigrantes nascidos no território do país. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que o julgamento da Suprema Corte desta terça-feira (30), que revogou a decisão do republicano que negava a nacionalidade dos Estados Unidos aos descendentes de estrangeiros, é "lamentável" e que o direito por nacimento é "caro e injsuto" para a nação. A Suprema Corte confirmou a cidadania por nascimento, o que é lamentável para o nosso país, mas podemos facilmente compensar isso no Congresso por meio de legislação, com o apoio do Presidente, que já foi definido durante este processo.

Nenhuma emenda constitucional longa e complexa é necessária! O Congresso deve começar HOJE a trabalhar para acabar com a cidadania por nascimento, que é cara e injusta para o nosso país. Eles terão meu apoio total e irrestrito!

✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️Na mesma sessão, a Suprema Corte decidiu que os estados podem proibir a participação de meninas e mulheres transgêneros em esportes escolares e universitários femininos. O tribunal trambém derrubou limites ao financiamento de campanhas políticos, rejeitando as restrições federais ao gasto coordenado entre partidos e candidatos. Segundo ele, os parlamentares podem reverter a decisão através de uma nova legislação que teria seu apoio irrestrito.

Além disso, a nova lei não precisaria ser longa nem complexa, mas uma norma simples. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, critica decisão da Suprema Corte sobre cidadania por nascimento em 30 de junho de 2026. Reprodução/Donald Trump no Truth Social Filhos de imigrantes têm direito a cidadania americana A Suprema Corte dos EUA manteve a interpretação ampla da cidadania por nascimento.

A corte rejeitou a ordem executiva assinada por Trump, que declarava que filhos de imigrantes ilegais ou turistas não eram cidadãos americanos. Por 6 votos a 3, os juízes confirmaram um entendimento consolidado da 14ª Emenda da Constituição e concluíram que qualquer pessoa nascida no país, com exceções muito limitadas, é cidadã dos Estados Unidos. As restrições impostas por Trump já haviam sido barradas por diversos tribunais de instâncias inferiores e nunca chegaram a entrar em vigor em nenhuma parte do país.

Horas antes do veredito, o político republicou em sua conta oficial no Truth Social uma reportagem que afirmava que "seus esforços para limitar a cidadania por nascimento podem ter sucesso com ou sem a Suprema Corte". Apoiador de Trump em frente à Suprema Corte dos EUA, em Washington, DC Cheney Orr/Reuters Princípio do direito de solo Historicamente, os Estados Unidos concedem cidadania pelo princípio de "jus soli", ou direito de solo: todos os que nascem no território americano são cidadãos americanos, incluindo filhos de turistas ou imigrantes. As exceções são poucas e pontuais, como para filhos de diplomatas de outros países em serviço nos EUA.