Anitta lançou nesta quinta-feira (23) a segunda parte de seu projeto musical intitulado 'Equilibrivm II', que busca dar continuidade à proposta espiritual introduzida no primeiro disco, lançado em abril de 2026. A cantora, que foi bem recebida pela crítica e pelos fãs na primeira parte, decidiu repetir a fórmula que lhe trouxe sucesso.

Ao se referir ao novo álbum, Anitta comentou sobre a inspiração que encontrou no primeiro volume, destacando a aceitação do público em relação ao reggae. “Vocês amaram [o reggae no primeiro disco], então falei: 'A gente precisa ter mais reggae'”, disse a artista em um vídeo onde explica as faixas do novo trabalho.

Projeto audiovisual impressionante

'Equilibrivm II' é um projeto que vai além da música, incluindo um curta de 35 minutos que tem gerado bastante repercussão. Esta produção visual apresenta uma combinação de recursos, participações e referências, explorando a relação da artista com sua carreira, imagem e fé. A forma como Anitta aborda sua conexão com o candomblé é um aspecto admirável, especialmente considerando seu status como uma das maiores artistas pop do Brasil.

Músicas aquém da expectativa

Entretanto, as canções do novo álbum não conseguem acompanhar a grandiosidade do projeto como um todo. Embora algumas faixas, como “Sal Grosso”, uma fusão de funk e dancehall com o cantor KBrum, e “Oke”, que promove uma colaboração entre Anitta, Brô MC's e Katú Mirim, se destaquem, a maioria das músicas parece carecer de inovação.

A canção “Contemplação”, com suas harmonias etéreas e os coros hipnóticos do Grupo Ofá, também é um ponto positivo. Porém, ao tentar explorar gêneros mais tradicionais da música brasileira, como bossa nova, samba e forró, o álbum se torna menos interessante. Apesar de contar com colaborações de grandes nomes como Maria Bethânia e Alceu Valença, as faixas acabam soando pouco marcantes.

Anitta, conhecida por sua bela voz, falha em imprimir emoção em várias das 16 músicas, resultando em arranjos que parecem menos inspirados. A versão em espanhol de “Azul”, do Djavan, gerou estranhamento, pois, segundo a artista, a inclusão visa contemplar o público hispanofalante, embora o restante do disco tenha uma forte ligação com a cultura brasileira.

A artista afirma que 'Equilibrivm', em suas duas partes, representa o projeto mais importante de sua carreira, destacando a relevância de expor sua fé e honrar a cultura afro-brasileira. Apesar do capricho visual e narrativo, a crítica sugere que a proposta musical poderia ter explorado mais riscos, considerando o potencial que Anitta possui.