Aliados do Irã, os houthis do Iêmen anunciaram na 2ª feira (20.jul.2026) que estão impondo um bloqueio naval à Arábia Saudita. Essa medida abre uma nova frente contra os Estados Unidos na guerra do Oriente Médio, ampliando a ameaça ao fornecimento global de energia. As informações são da agência Reuters .

O Irã havia pressionado os houthis a fecharem o estreito de Bab el-Mandeb caso os EUA continuassem atacando a infraestrutura iraniana. A passagem entre o mar Vermelho e o golfo de Áden é a 2ª maior rota de exportação de petróleo do Oriente Médio. Em comunicado, os houthis declararam “ embargo marítimo contra o criminoso inimigo saudita, com base no princípio de ‘olho por olho’, com efeito imediato” .

O porta-voz militar do grupo rebelde, Yahya Saree, disse que a decisão foi tomada em resposta ao que classificou de “ cerco injusto e opressor” imposto ao Iêmen pela Arábia Saudita. O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita divulgou na 2ª feira (20.jul) um comunicado em que repudia as declarações do porta-voz dos houthis. Disse que o país tem “trabalhado ao longo dos últimos anos com o governo legítimo do Iêmen para aliviar o sofrimento do irmão povo iemenita por meio da continuação de projetos de desenvolvimento, apoio ao orçamento do governo iemenita e fornecimento de derivados de petróleo para operar usinas de energia” .

Não foi divulgado como os houthis pretendem implementar o bloqueio marítimo nem se incluirá a retomada de ataques contra embarcações. O fechamento do estreito de Bab el-Mandeb reduziria a oferta global de petróleo em cerca de 7%, pois impediria que a maior parte das exportações sauditas deixasse a região. Essa interrupção se somaria à redução nos fluxos globais de petróleo causada pela guerra no Golfo e o bloqueio do estreito de Ormuz, que já cortou cerca de 10% da oferta mundial.

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