A Alemanha apresentou nesta semana um plano detalhado para eliminar completamente os combustíveis fósfolos até 2045, em um passo significativo no combate às mudanças climáticas.

O ministro do Meio Ambiente, Carsten Schneider, anunciou o plano durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, destacando que ele visa a independência energética, a sustentabilidade financeira e a proteção ambiental.

Segundo Schneider, o plano foi motivado pela guerra na região do Estreito de Ormuz, que afetou as suprimentos globais de combustíveis. 'Se a situação no Estreito de Ormuz determinar se as pessoas ainda podem se locomover para o trabalho, isso não é um bom estado de coisas', afirmou.

Critérios e desafios

A Alemanha, que depende fortemente de importações de combustíveis fósfolos, consumiu 65% de sua energia em 2024, sendo 98% do petróleo e 95% do gás natural provenientes de países estrangeiros, custando €76 bilhões.

Enquanto isso, a ministra da Energia, Katherina Reiche, defendeu a construção de novas usinas a gás, argumentando que isso ajudaria a estabilizar a rede elétrica e compensaria a instabilidade dos recursos renováveis.

Reações e críticas

Organizações ambientais elogiaram o plano, mas criticaram algumas contradições. 'Com esta declaração, a Alemanha está dando sinais de vida na política climática internacional', disse Mira Jäger, especialista em energia da Greenpeace.

No entanto, ela observou que 'ao mesmo tempo, o governo federal está subvencionando a indústria do petróleo, retardando a transição para o aquecimento e diminuindo o ritmo de expansão de energias renováveis'. Fentje Jacobsen, da WWF, argumentou que o plano reitera iniciativas existentes sem adicionar novas ideias ou ambicionar mais.