Consumo múltiplo de cânhamo pode indicar risco maior de dependência
Um estudo nacional, realizado pela NYU Langone Health e NYU Grossman School of Medicine, descobriu que o modo como as pessoas consomem cânhamo pode ser um indicador importante sobre sua probabilidade de usar o produto de forma intensa ou desenvolver dependência.
Entre os mais de 17.700 adultos americanos estudados, cerca de 67% dos que usavam cânhamo em praticamente todas as formas atingiram critérios para transtorno de uso de cânhamo, comparado a apenas 15% dos que consumiam principalmente edulcorantes.
Tipos de consumo de cânhamo
O cânhamo é consumido de várias maneiras, incluindo fumar, vaporizar, comer edulcorantes e 'dabbing', que envolve aquecer produtos concentrados de cânhamo e inalar o vapor resultante. Seu uso é amplamente difundido nos Estados Unidos, com estimativas recentes indicando que cerca de 43,8 milhões de americanos, ou mais de 15%, consumiram cânhamo nos últimos 30 dias.
Os pesquisadores identificaram quatro padrões distintos de consumo de cânhamo: 48% usavam principalmente cânhamo fumado, 21% combinavam fumar e vaporizar, 17% consumiam principalmente edulcorantes e 14% eram classificados como 'polimodais', usando cânhamo em praticamente todas as formas disponíveis.
Riscos diferenciados por padrão de consumo
A pesquisa, publicada em agosto na revista Addictive Behaviors, mostrou diferenças significativas na frequência de consumo entre esses grupos. Cerca de 50% dos usuários polimodais relataram usar o cânhamo diariamente, enquanto a taxa foi menor entre outros participantes: 28% dos que usavam principalmente cânhamo fumado, 31% dos que combinavam fumar e vaporizar e cerca de 13% dos que consumiam principalmente edulcorantes.
Quando se analisou o transtorno de uso de cânhamo, um diagnóstico médico associado à dependência, a diferença foi ainda mais acentuada. Cerca de 67% dos usuários polimodais atenderam aos critérios para o transtorno, comparado a 47% dos que combinavam fumar e vaporizar, 36% dos que usavam principalmente cânhamo fumado e apenas 15% dos que consumiam principalmente edulcorantes.
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