O advogado de Pablo Marçal, Tassio Renam, chamou de ‘injustiça’ a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que barrou o registro de candidatura do empresário à Presidência da República. Os ministros da Corte decidiram por unanimidade nesta sexta-feira (11.set.2026) o cancelamento do registro.

Decisão baseada em falta de comprovação de vínculo

Uma das alegações da Justiça Eleitoral é de que Marçal não comprovou vínculo ao PRTB dentro do prazo exigido pela legislação eleitoral. Segundo Renam, uma decisão judicial havia determinado a filiação retroativa de Marçal ao partido.

A relatora do processo, ministra Estela Aranha, votou pela rejeição do registro em razão da inelegibilidade de Marçal, que havia sido condenado por processos ligados à sua campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024. Com a decisão, o empresário permanece inelegível até 2032.

Renam afirma que as circunstâncias deveriam ser consideradas antes de impedir uma candidatura à Presidência. Afirmou ainda que a decisão reforça a sensação de que quem ‘decide enfrentar o sistema e se colocar à disposição do país encontra obstáculos pelo caminho’.