Brinquedos e colecionáveis que fizeram parte da infância de uma geração movimentam hoje cifras que vão muito além do universo infantil. Adultos passaram a gastar grandes quantias para comprar objetos que remetem à infância — e, em alguns casos, essas peças chegam a valer centenas de milhares ou até milhões de reais.
O mercado de cartas de Pokémon é um dos exemplos mais impressionantes. Em fevereiro, uma carta Pikachu Illustrator, de 1998, foi vendida por US$ 16,5 milhões (R$ 84,81 milhões), um recorde mundial. Outras cartas individuais também foram negociadas por mais de US$ 1 milhão (R$ 5,14 milhões).
Há também casos de cartas compradas por valores baixos que, anos depois, alcançaram preços muito maiores. Uma carta Mario Pikachu, por exemplo, foi vendida recentemente por cerca de £20 mil (R$ 138 mil), depois de ter sido comprada por £30 (R$ 208,20) oito anos antes.
A nostalgia, combinada com o maior poder de compra dessas pessoas, é o motor desse mercado. Jordan Dunne, por exemplo, deixou um emprego como analista de dados em um escritório de advocacia para trabalhar com cartas de Pokémon. Seu negócio deve chegar a cerca de £4 milhões (R$ 27,76 milhões) em vendas neste ano, contra £1,2 milhão (R$ 8,32 milhões) em 2025.
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