Adolescentes da Fundação Casa em Cerqueira César, São Paulo, tiveram a oportunidade de explorar o universo da astronomia em uma sessão de planetário itinerante realizada no dia 2 de outubro. A atividade, promovida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), buscou tornar o conhecimento científico mais acessível a jovens em medida socioeducativa.
Uma nova perspectiva sobre o cosmos
Durante a experiência, 27 adolescentes, incluindo Maria Eduarda, de 17 anos, e Yasmin, de 14, puderam aprender sobre planetas, estrelas, constelações e outros fenômenos astronômicos. Ambas relataram que, antes da atividade, tinham pouco conhecimento sobre o tema, limitando-se a algumas constelações conhecidas.
“Eu mesma nunca tinha ouvido nem falar e não sabia da existência. Foi uma experiência única e muito legal. Assim, se eu não estivesse aqui, eu não teria participado dessa atividade. Você vê todas as estrelas e fica sabendo das constelações, é muito lindo. Foi um momento especial”, contou Maria Eduarda.
Aprendizado lúdico e interativo
O planetário itinerante apresentou conteúdos sobre o Sistema Solar, as fases da Lua e a história do telescópio espacial Hubble, utilizando tecnologia imersiva para engajar as jovens. Segundo a Fundação Casa, a atividade possibilitou que as adolescentes se aproximassem da ciência de maneira lúdica, integrando a astronomia ao cotidiano pedagógico das unidades.
Yasmin destacou a importância do aprendizado: “Gostei bastante, porque nem sabia que existia buraco negro. Não sabia as histórias das estrelas e eu aprendi. Se eu não estivesse aqui, não iria nem saber dessas coisas”. A atividade também incluiu uma experiência em uma montanha-russa virtual, que foi um dos momentos mais marcantes para muitas participantes.
As adolescentes expressaram o desejo de continuar aprendendo sobre astronomia após a experiência. Maria Eduarda, que está há seis meses na Fundação Casa, afirmou que a vivência reforçou seu desejo de prosseguir com os estudos e ingressar em uma faculdade. “Espero que, no meu futuro, eu consiga ser independente, ter uma fonte de renda”, disse.
Yasmin, que está na unidade há três meses, também manifestou interesse em compartilhar o que aprendeu com sua irmã. “Quando eu deixei a unidade, quero continuar aprendendo sobre astronomia”, afirmou.
As duas jovens enfatizaram que, embora valorizem as oportunidades de aprendizado na Fundação Casa, o desejo de liberdade e de viver fora da unidade é fundamental para elas. “Aqui, a gente está para mostrar que existem outras chances e oportunidades”, concluíram.
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