A mineradora Fortescue Metals Group, liderada por Andrew Forrest, enfrenta uma ação coletiva proposta por funcionárias que denunciam casos de assédio sexual, violência e retaliação em suas operações em locais remotos.
A ação foi protocolada na Justiça Federal de Victoria na última quinta-feira e apresenta relatos alarmantes. Uma das mulheres afirmou que foi puxada para um beco escuro, onde um homem tentou forçá-la a um beijo. Outro depoimento relata que uma funcionária foi ‘uivada’ enquanto estava em um alojamento em Western Australia, onde os trabalhadores são contratados para períodos de trabalho intensivo seguidos de folgas.
As denúncias revelam um padrão preocupante de comportamento inadequado e violento contra mulheres que atuam em um ambiente predominantemente masculino. A situação se agrava em locais remotos, onde as funcionárias se sentem vulneráveis e sem apoio, conforme descrito na ação judicial.
As alegações incluem não apenas assédio sexual, mas também uma cultura de silêncio e medo, onde as vítimas temem represálias ao relatarem os incidentes. A advogada que representa as reclamantes afirmou que essas experiências não são isoladas e refletem uma questão sistêmica dentro da indústria de mineração na Austrália.
Além das experiências pessoais das funcionárias, a ação coletiva busca chamar a atenção para a necessidade urgente de mudanças nas práticas de segurança e no ambiente de trabalho da Fortescue, bem como em outras empresas do setor. A expectativa é que o caso sirva como um marco na luta contra o assédio sexual e a violência de gênero nas indústrias de mineração e construção no país.