A ocupação israelense é identificada como a maior questão de saúde na Palestina, afetando gravemente a qualidade de vida dos palestinos em Gaza e na Cisjordânia. Desde 7 de outubro de 2023, as ações de Israel têm comprometido a capacidade dos palestinos de viver de forma digna e saudável, refletindo um projeto mais amplo de colonização e ocupação.

O impacto das políticas israelenses é evidente: mais de 1.000 dias se passaram desde o início da genocídio em Gaza, e a punição coletiva contra os palestinos se mantém. Apesar de um suposto cessar-fogo, a realidade é que os palestinos continuam a ser feridos e mortos em suas casas, hospitais e nas ruas.

O termo “cessar-fogo” perdeu seu significado, uma vez que a contagem de vítimas cresce continuamente. De acordo com dados recentes, até 18 de julho, Israel havia matado 1.144 palestinos e ferido 3.703 desde o início da trégua, somando mais de 73.200 mortes desde o começo do conflito.

Condições de vida e saúde em Gaza

Israel tem ampliado seu controle militar sobre a Faixa de Gaza, movendo constantemente a chamada “Linha Amarela” para o oeste, o que representa um risco de morte para os palestinos que tentam acessar abrigos, coletar lenha ou buscar alimento. Essa mudança geográfica força mais de dois milhões de pessoas a viver em um terço do território, gerando superlotação e aumentando a propagação de doenças.

As consequências são visíveis nas clínicas locais, onde se observam infecções respiratórias, doenças de pele e problemas diarreicos, resultantes da falta de água potável e condições sanitárias precárias. A situação é agravada pela falta de acesso a cuidados médicos, que tem sido sistematicamente obstruído pelas forças israelenses.

Violência e restrições na Cisjordânia

Desde 7 de outubro, a Cisjordânia também tem passado por uma transformação violenta. O governo israelense, junto a colonos apoiados pelo Estado, intensificou práticas de limpeza étnica, roubo de terras e fragmentação territorial, o que afeta diretamente a presença palestina na região.

Os palestinos enfrentam um ambiente de violência constante, sendo perseguidos em suas casas e escolas, enquanto os atacantes operam com total impunidade. As restrições à movimentação dificultam o acesso a serviços de saúde, exacerbando traumas e problemas de saúde mental entre a população.

Ainda, a desarticulação do sistema de saúde em Gaza é alarmante, com a morte de pelo menos 1.700 profissionais de saúde desde outubro de 2023, incluindo membros da equipe da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF). O acesso a suprimentos médicos e ajuda humanitária continua a ser bloqueado por Israel, que desregistrou 37 organizações humanitárias em janeiro, dificultando ainda mais a assistência à população.

As táticas israelenses, que incluem violência direta e a obstrução de ajuda humanitária, estão levando à destruição da saúde palestina. A situação exige uma mudança drástica nas políticas, priorizando a dignidade dos palestinos e o acesso humanitário irrestrito, caso contrário, os próximos dias poderão trazer mais sofrimento e perda de vidas.