A Anthropic, empresa de inteligência artificial, tem adotado medidas rigorosas para impedir o acesso de usuários na China a seus modelos de IA, mas essas barreiras têm sido frequentemente superadas. Nos últimos meses, startups e entusiastas da tecnologia no país desenvolveram métodos cada vez mais sofisticados para utilizar a IA Claude, considerada por muitos como a assistente virtual mais avançada do mundo.
No início de junho, a Anthropic lançou publicamente o Fable 5, uma versão protegida de seu modelo mais poderoso, o Mythos. As redes sociais chinesas rapidamente se encheram de relatos de usuários que experimentaram a nova ferramenta, embora a empresa tenha revogado o acesso global poucos dias depois, em resposta a controles de exportação dos EUA.
Embora muitos usuários na China consigam acessar outras ferramentas ocidentais de IA, como o ChatGPT da OpenAI, por meio de redes privadas virtuais (VPNs) e números de telefone estrangeiros, a Anthropic tem tomado medidas mais rigorosas, como suspender contas suspeitas de pertencer a cidadãos chineses. Usuários frequentemente relatam que foram banidos sem aviso prévio, mesmo seguindo essas precauções.
Mercado Paralelo e Soluções Criativas
Essa dinâmica criou uma economia subterrânea para o acesso ao Claude. Contas são vendidas em plataformas de e-commerce como Taobao e em mercados ilegais no Telegram. Recentemente, surgiram as chamadas “estações de transferência”, que atuam como intermediárias, adquirindo acesso à API da Anthropic fora da China e redistribuindo tokens para usuários dentro do país.
Michael Aciman, porta-voz da Anthropic, afirmou que a empresa utiliza sistemas de detecção em evolução, incluindo verificação de identidade, para reforçar suas políticas contra o acesso não autorizado. Apesar das dificuldades, muitos programadores chineses continuam a preferir o Claude em relação a modelos locais, que ainda apresentam defasagens em comparação com as opções ocidentais.
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