A pesquisa realizada pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que 79,7% dos médicos que atuam em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no Brasil apresentam algum grau de esgotamento emocional. Dos entrevistados, 48,5% apresentaram alto nível de esgotamento mental e emocional, enquanto outros 31,2% relataram esgotamento moderado.

Em Goiás, o cenário é ainda mais preocupante. O Estado tem quase oito vezes mais leitos de UTI por beneficiário de plano de saúde do que por habitante dependente do Sistema Único de Saúde (SUS). Enquanto na rede pública há 1,24 leito para cada 10 mil pessoas sem cobertura de plano de saúde, a proporção chega a 9,47 leitos para cada 10 mil beneficiários da saúde suplementar.

A pesquisa também aponta que 68,9% dos médicos intensivistas apresentaram pelo menos uma dimensão relacionada ao burnout, um sintoma de esgotamento profissional.