Wildfires e calor extremo prejudicam melhorias na qualidade do ar. De acordo com um relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), regiões que vinham registrando redução na poluição de veículos e indústrias estão enfrentando novos riscos devido à exposição a fumaça proveniente de incêndios florestais.
A qualidade do ar e o clima estão interligados. O relatório destaca que a qualidade do ar e o clima não podem ser tratados como assuntos separados, pois estão profundamente entrelaçados. A OMM publica seu boletim sobre qualidade do ar e clima anualmente, coincidindo com o Dia Internacional pela Limpeza do Ar da ONU.
De acordo com o relatório, as ondas de calor intensas estão causando um aumento significativo na ozônio no nível do solo, o que representa uma ameaça à saúde pública. A fumaça proveniente dos incêndios florestais contém partículas finas que podem causar estresse oxidativo no corpo humano, levando a aumentos nos casos de asma, internações por doenças pulmonares crônicas e outros problemas de saúde.
O relatório também aponta que o aumento das emissões de PM2.5, partículas microscópicas suspensas no ar, está contribuindo para o aquecimento global. Essas partículas, emitidas por atividades industriais, agricultura, aquecimento doméstico e transporte, além de incêndios florestais e tempestades de poeira, afetam o clima ao modificar as propriedades, a vida útil e a luminosidade das nuvens.
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