O wagyu, boi originário do Japão e famoso por produzir a carne mais cara do mundo, tem seu preço no Brasil chegando a ultrapassar R$ 1.000 por quilo. O que torna essa carne tão especial é o marmoreio, que se refere à gordura intramuscular que confere à carne um visual semelhante ao mármore e uma textura extremamente macia.
Dentre as variedades do wagyu, o Kobe Beef se destaca, mas para receber esse nome, o animal deve nascer, crescer e ser abatido na província de Hyogo, no Japão, além de atender a rigorosos critérios de qualidade.
No Brasil, cortes como picanha, ancho e chorizo são oferecidos aos consumidores, com o preço variando de acordo com o nível de marmoreio: quanto mais intramuscular, maior o custo.
As Mitos e Realidades do Wagyu
Historicamente, acreditava-se que os bois wagyu recebiam tratamentos especiais, como beber cerveja e receber massagens, práticas que teriam sido eliminadas na maioria das fazendas modernas. Segundo Daniel Steinbruch, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu (ABCWagyu), essas tradições não têm comprovação científica. A qualidade da carne se deve, na verdade, à genética da raça.
Alimentação e Cuidados
Steinbruch explica que a dieta balanceada é fundamental para que o boi expresse sua genética, sendo a alimentação rica em amido, proveniente de grãos como milho e cevada, essencial para a formação do marmoreio.
História e Chegada ao Brasil
O termo wagyu significa “gado do Japão” e seus ancestrais chegaram ao país por volta do século 2, sendo utilizados inicialmente como bois de tração. A raça moderna começou a se desenvolver após a Restauração Meiji, em 1868. No Brasil, o wagyu chegou em 1992, trazido pela empresa Yakult, que permanece como uma das principais produtoras da carne no país. Atualmente, o Brasil abriga cerca de 35 mil bois wagyu, entre animais puros e cruzados.
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