A Volkswagen anunciou nesta quinta-feira a intenção de cortar mais 50 mil postos de trabalho mundialmente, em sua maior reestruturação na história da empresa, para enfrentar pressões de tarifas, sobreprodução e forte concorrência de fabricantes chineses.

O plano inclui a avaliação de alternativas para quatro fábricas alemãs que eventualmente ficarão sem modelos durante a próxima década. A ação também evita um possível conflito com sindicatos ao adiar a convocação de uma assembleia geral extraordinária.

"Esta é uma forte mensagem para o futuro da Volkswagen Group. Estamos assumindo responsabilidade pelo nosso entire workforce, nossos parceiros e pelos empregos industriais mundiais", declarou o CEO Oliver Blume em nota.

As ações da Volkswagen na bolsa de Frankfurt fecharam 7,9% mais altas após o anúncio, refletindo alívio sobre o que fontes disseram poder ter se tornado uma crise inédita na maior fabricante de veículos da Europa.