Há 30 anos, Sandra Assali levou o marido, o médico cardiologista José Rahal Abu Assali, ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para um voo da TAM (atual Latam) rumo ao Rio de Janeiro. O acidente ocorreu apenas 24 segundos após a decolagem, quando a aeronave bateu em três prédios e caiu em cima de casas na Rua Luís Orsini de Castro, a cerca de 2 km do aeroporto. Com a queda, o avião pegou fogo, matando todas as 96 pessoas a bordo e três pessoas no solo.
Sandra Assali, viúva do médico, afirma que o luto é permanente. Em entrevista à Agência Brasil, ela relata: 'A perda de alguém sempre marca. Você lembra o momento em que você recebeu essa notícia. Imagine então para um familiar. Para mim, a memória que eu tenho foi de ter deixado o meu marido no aeroporto e, em questão de 40 minutos, já tive a confirmação da perda dele.'
Segundo Sandra, continuar falando sobre o acidente é importante para manter a data viva e motivá-la a continuar em movimento. 'Isso é muito importante porque é isso que nos move, que faz a gente fazer as coisas acontecerem. A vida não tem preço, então esse é um assunto eterno', afirmou.
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