Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo, Vinícius Júnior, artilheiro da seleção brasileira na competição com quatro gols, pediu desculpas aos torcedores pela eliminação. Em entrevista realizada no domingo (5) em Nova Jersey, o atacante enfatizou que seu objetivo de ajudar o Brasil a conquistar o hexacampeonato permanece inalterado.

"É um momento muito delicado. Tenho poucas palavras agora, por conta de como foi o jogo, da eliminação, não ter feito as coisas corretas no jogo que precisava tanto. Peço desculpas à torcida que acreditou em nós. Desta vez, não foi possível. Mas não vou desistir de tentar botar o Brasil no topo de volta", declarou Vinícius Júnior ao se dirigir à imprensa após a partida.

Desempenho e estatísticas

O Brasil teve apenas 32% de posse de bola durante a partida e apresentou um desempenho abaixo do esperado em termos de passes, acertando praticamente metade em comparação aos noruegueses. O próprio Vinícius foi o atleta que mais cometeu erros forçados, com 15 falhas, de acordo com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), que contabiliza ações influenciadas pela pressão adversária.

"Sem dúvida, a gente jogou muito pouco hoje e acredito que isso nos dificultou muito. Mas é Copa do Mundo, não tem adversário bobo. A Noruega é uma grande seleção", reconheceu o atacante, que também foi questionado sobre a decisão de quem deveria bater um pênalti a favor do Brasil no início do jogo, que foi defendido pelo goleiro norueguês Orjan Nyland.

"O mister [Carlo Ancelotti, técnico] escolheu o Bruno para fazer as cobranças. A gente treina todos os dias. Nunca fui vaidoso de querer artilharia. Eu jogo pela equipe e o momento correto era o Bruno bater. Futebol é isso, você pode errar e acertar. Temos que seguir de cabeça erguida. Muita força ao Bruno pela competição que ele fez, que infelizmente vai ser manchada pelo pênalti", completou o artilheiro.

Reflexões sobre o futuro

Marquinhos, zagueiro e capitão da seleção, também se manifestou após a derrota, apoiando as palavras de Vinícius e esclarecendo que a escolha do cobrador do pênalti foi uma decisão da comissão técnica. Ao contrário do atacante, Marquinhos, que completará 36 anos no próximo Mundial, evitou fazer previsões sobre o futuro da seleção.

"Foi minha terceira Copa e, infelizmente, não consegui sair com título em nenhuma. Isso mostra como é difícil. Que sirva de lição para a próxima geração que ficar, para o treinador também. Eu não sei qual será o futuro. Quatro anos é muita coisa", lamentou o defensor de 32 anos, refletindo sobre a complexidade de se conquistar um título mundial.