Em um dos julgamentos mais controversos envolvendo o assistente de arbitragem de vídeo (VAR) recentemente, os 74.161 espectadores presentes no Old Trafford ficaram no escuro.
Ao sinalizar o gol de Erling Haaland, poucos tinham ideia da situação de offside envolvendo Enzo Fernández. Os telespectadores, porém, puderam ouvir detalhes sobre a verificação do gol que deu vantagem a Manchester City.
Ao longo dos anos, outros exemplos similares ocorreram, como no caso de Axel Disasi, defensor do Crystal Palace, que foi expulso após uma verificação de VAR.
Transparência limitada
Embora haja avanços significativos em termos de transparência desde 2012, quando o VAR foi introduzido, os fãs nos estádios ainda são tratados como cidadãos de segunda classe.
O comentarista televisivo tem uma posição única, podendo ouvir as verificações do VAR, mas não o áudio do árbitro.
Desafios para a implementação
Apesar de Howard Webb, ex-chefe de árbitros da Premier League, ter prometido maior transparência, a implementação do áudio ao vivo ainda enfrenta obstáculos.
Leis e regulamentos impedem a transmissão ao vivo do áudio, e discussões sobre alterações nas regras frequentemente se estagnam devido a preocupações sobre a qualidade das comunicações, pressão adicional sobre os árbitros durante revisões e impacto na credibilidade dos árbitros.
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