JD Vance, Trump e Marco Rubio Chip Somodevilla/Pool via Reuters; Jonathan Ernst/Reuters; Kevin Lamarque/Reuters No início de junho, quando Donald Trump foi perguntado sobre quem poderia sucedê-lo na Casa Branca, ele evitou apontar um favorito. Em vez disso, o presidente dos Estados Unidos disse que uma chapa formada pelo vice-presidente J.D. Vance e pelo secretário de Estado Marco Rubio seria "imbatível".
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A resposta tentou passar a imagem de unidade no governo. Nos bastidores, porém, Vance e Rubio são vistos como os dois principais nomes para disputar quem será o candidato do Partido Republicano nas eleições presidenciais de 2028. Há algum tempo, Vance é tratado como o herdeiro natural do movimento "Make America Great Again" (MAGA), por representar uma geração mais jovem do trumpismo.
Já Rubio ganhou espaço por vitórias na política externa dos Estados Unidos. As pesquisas têm mostrado uma disputa equilibrada entre os dois. Levantamento divulgado em maio pelo Emerson College mostrou Vance e Rubio tecnicamente empatados em uma eventual primária para as eleições de 2028.
Segundo os dados, Vance tem 36% das intenções de voto, enquanto Rubio aparece com 35%. Agregadores de pesquisas mostram vantagem para o vice-presidente nas primárias presidenciais, mas a diferença diminuiu nos últimos meses. Uma pesquisa Reuters/Ipsos feita em junho aponta que Vance tem aprovação ligeiramente maior que Rubio: 36% contra 32%.
Ao mesmo tempo, o vice-presidente também registra rejeição mais alta: 53% contra 45% do secretário de Estado. O herdeiro natural Donald Trump se retira após discursar na Sala de Imprensa James Brady, na Casa Branca. O vice-presidente J.D.
Vance aparece atrás AP/José Luis Magana Criado em uma região industrial em declínio no estado de Ohio, Vance serviu como fuzileiro naval, formou-se em Direito na Universidade Yale e ganhou projeção nacional com o livro "Era uma vez um sonho", no qual relata a infância em uma família marcada pela pobreza e pela dependência química. Logo após ganhar fama nacional, Vance fez críticas a Trump. No entanto, os dois se aproximaram, e o atual vice-presidente acabou se tornando um dos principais defensores da agenda MAGA.
Quando foi escolhido para integrar a chapa presidencial do Partido Republicano, em 2024, Vance foi apontado por analistas e pela imprensa americana como o principal sucessor político de Trump. No entanto, nos últimos meses, ele vem enfrentando desgastes dentro do governo. Missões diplomáticas conduzidas pelo vice-presidente terminaram sem resultados concretos.
As negociações com o Irã não avançaram, e o cessar-fogo entre os dois países durou apenas algumas semanas. Em abril, Vance viajou para a Hungria para se reunir com o então primeiro-ministro Viktor Orbán e fortalecer o aliado de Trump antes das eleições. Orbán acabou derrotado e deixou o poder após 16 anos.
No mesmo mês, Vance também precisou defender Trump durante a polêmica envolvendo o papa Leão XIV. A situação chamou atenção porque o vice-presidente é católico. Rubio em alta O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, gesticula enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, fala com a imprensa no dia da cúpula de líderes da OTAN em Ancara, Turquia, em 8 de julho de 2026 REUTERS/Umit Bektas Enquanto Vance enfrenta dificuldades, Rubio ganha espaço no governo Trump.
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