O Uruguai retomou nesta sexta-feira (6/11) as importações de produtos avícolas do Brasil provenientes das demais unidades da Federação, após reconhecer a regionalização sanitária adotada no caso da doença de Newcastle em Santa Catarina. Com a medida, o país encerra a última restrição comercial de abrangência nacional imposta ao Brasil depois da confirmação do foco. A reversão das barreiras nacionais ocorreu em 19 dias.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o prazo ficou abaixo do registrado em 2024, quando o Brasil levou 74 dias para reverter todas as restrições nacionais após uma ocorrência da doença no Rio Grande do Sul. Com a decisão uruguaia, nenhum parceiro comercial mantém embargo às importações de produtos avícolas de todo o território brasileiro. As limitações internacionais ficam agora restritas a Santa Catarina, onde foram registrados os focos da doença.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural! O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi, afirmou que o reconhecimento da regionalização sanitária permite que os parceiros comerciais considerem a localização da ocorrência e adotem medidas proporcionais à situação sanitária. De acordo com ele, o trabalho técnico e a interlocução com autoridades estrangeiras contribuíram para avaliações de risco mais rápidas.

O Mapa informou que, com as restrições delimitadas ao estado, o impacto sobre as exportações brasileiras de produtos avícolas corresponde a cerca de 15 mil toneladas por mês, o equivalente a 3% da média mensal exportada pelo país, estimada em aproximadamente 500 mil toneladas.