O governo britânico, representado pelo No 10, deixou a possibilidade aberta de impor tarifas sobre veículos elétricos chineses, caso o país adira ao pacote Made in Europe. A decisão foi criticada pela embaixada chinesa, que acusou o movimento de ser discriminatório.

Contextualização

A intenção do pacote Made in Europe é limitar as importações subvencionadas chinesas, dando prioridade aos produtos fabricados na União Europeia. No entanto, o Reino Unido e outros países, como Noruega, estão preocupados com a possibilidade de serem desvantajosos se não participarem do esquema.

Para se juntar ao pacote, o Reino Unido teria que se alinhar com as tarifas impostas pela União Europeia sobre veículos elétricos chineses em 2024, conforme proposto por França e Alemanha.

Reações e preocupações

A embaixada chinesa em Londres declarou que está ‘firmemente contra qualquer prática discriminatória envolvendo aumentos de tarifas ou medidas restritivas sobre produtos chineses’. Além disso, alertou que a protecionismo comercial contraria as regras do WTO e os princípios do mercado.

O secretário de Estado para o Comércio, Jonathan Reynolds, afirmou que não será forçado a se alinhar com a política europeia. No entanto, o governo britânico tem medo de perder bilhões de libras de comércio automotivo se for excluído das cadeias de suprimento da UE.