Na última terça-feira, 21 de junho de 2026, as forças de segurança da Turquia realizaram uma grande operação que resultou na prisão de mais de 200 indivíduos suspeitos de estarem ligados ao autodenominado Estado Islâmico e a outros grupos que o governo turco classifica como terroristas. As informações foram confirmadas pelo escritório do promotor de Ankara.

Os líderes da OTAN se reunirão na capital turca para a cúpula anual da Aliança nos dias 7 e 8 de julho, e as autoridades locais intensificaram as medidas de segurança em antecipação ao evento.

Detalhes das prisões

De acordo com o promotor de Ankara, foram emitidos 241 mandados de prisão, dos quais 209 foram cumpridos. As operações policiais para localizar os suspeitos continuam em andamento. Entre os detidos, 56 são acusados de serem membros do Estado Islâmico, enquanto 35 pertencem ao Partido/Frente de Libertação do Povo Revolucionário (DHKP-C), um grupo comunista que também é considerado uma organização terrorista pela Turquia e que já reivindicou ataques anteriores.

Além disso, a mídia turca informou sobre uma operação separada focada na DHKP-C, coordenada por promotores em Istambul, que resultou na prisão de 24 pessoas em oito províncias diferentes.

Aumento das medidas de segurança

A Turquia enfrenta há muito tempo ameaças violentas de diversos grupos dissidentes internos, e o governo do presidente Recep Tayyip Erdogan frequentemente realiza operações de segurança. No mês passado, uma ação nacional contra suspeitos do Estado Islâmico levou à prisão de 324 pessoas.

Para a cúpula da OTAN em julho, as autoridades de Ankara já anunciaram restrições severas. A partir do dia 28 de junho, manifestações públicas estarão proibidas até o término do evento. O acesso a estradas que levam a aeroportos será restringido, e áreas ao redor do local da cúpula e dos hotéis que abrigarão as delegações serão isoladas.