O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou descontentamento em relação aos aliados da OTAN durante um encontro com o secretário-geral da organização, Mark Rutte, na última quarta-feira. Trump afirmou que se sentiu "decepcionado" com a falta de apoio dos membros da aliança transatlântica em sua campanha militar contra o Irã.
"Fomos deixados na mão. Não precisávamos de ajuda nisso. Destruímos o Irã literalmente na primeira semana, mas teria sido bom se eles tivessem dito: 'Gostaríamos de ajudar'," disse Trump, referindo-se à operação militar iniciada em 28 de fevereiro, que contou com um ataque conjunto dos EUA e Israel.
Em resposta, Rutte defendeu os países aliados, destacando que entre 4.000 e 5.000 aeronaves americanas estavam operando a partir de bases na Europa durante o conflito. Após a reunião, o secretário-geral da OTAN reafirmou que Trump está "totalmente comprometido com a aliança" e assegurou que Washington "protegerá absolutamente a Europa" em caso de ataque.
Críticas e descontentamento na OTAN
A crítica de Trump à OTAN surge em um momento delicado, a apenas duas semanas da cúpula que reunirá líderes de 32 nações membros da aliança, marcada para os dias 7 e 8 de julho em Ancara, na Turquia. Alguns aliados europeus expressaram ceticismo sobre a necessidade de uma guerra contra o Irã e criticaram a abordagem unilateral de Trump.
O segundo mandato de Trump tem sido caracterizado por tensões com os aliados da OTAN, incluindo a polêmica sobre a Groenlândia, que o presidente americano ameaçou anexar antes de recuar após semanas de pressão. Além disso, Washington tem deixado claro que deseja que os aliados europeus assumam mais responsabilidade pela defesa convencional, à medida que o foco dos EUA se desloca para a China.
Como parte desse movimento, o Pentágono já informou aos aliados que irá reduzir o número de ativos globais disponíveis para operações da OTAN, o que gerou preocupações sobre a vulnerabilidade da Europa diante de uma Rússia agressiva.