O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), determinou na 3ª feira (21.jul.2026) que seu governo volte a permitir que companhias aéreas norte-americanas operem voos diretos para o Líbano. As ligações estão suspensas há 41 anos. A decisão abre caminho para a retomada das rotas, mas não significa que os voos serão reiniciados de forma imediata.
As companhias ainda precisarão decidir se pretendem oferecer o serviço e cumprir as exigências das autoridades responsáveis. “Depois de me reunir com o presidente do Líbano, Joseph Aoun (independente), que tem feito um trabalho notável para transformar seu país, estou orientando meu governo a permitir que todas as companhias aéreas dos Estados Unidos voem diretamente para o Líbano, para que os norte-americanos possam visitar facilmente essa bela terra” , escreveu Trump no Truth Social. O republicano afirmou esperar que outros países adotem a mesma medida.
Os Estados Unidos suspenderam os voos diretos para o Líbano em 1985, durante o governo de Ronald Reagan (1911-2004), depois do sequestro do voo 847 da companhia norte-americana TWA. A aeronave foi tomada por sequestradores pouco depois de deixar Atenas, na Grécia, com destino a Roma, na Itália. A publicação foi feita horas depois de Trump receber Aoun na Casa Branca.
Foi a 1ª visita de um presidente libanês a Washington desde 2009 e encerrou uma viagem de 4 dias do libanês aos Estados Unidos. No encontro, Trump afirmou que o Líbano foi “muito maltratado” e declarou que o país passará a receber o respeito que merece. “Vamos ajudá-lo muito” , disse, sem detalhar quais medidas serão adotadas, segundo a agência AP .
Aoun foi aos Estados Unidos em busca de apoio para uma estabilidade duradoura, depois de meses de confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã. Washington tem mediado conversas diretas entre representantes do Líbano e de Israel. O governo libanês também busca a retirada das tropas israelenses que permanecem em áreas do sul do país e apoio para que o Exército do Líbano assuma o controle da região.
Questionado sobre a retirada israelense, Trump afirmou que as forças do país estão em processo de reposicionamento. Não deu mais detalhes. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, disse que a autorização para os voos representa uma oportunidade para aumentar a conexão entre os 2 países e apoiar a economia do Líbano.
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