'Tesoureira' de esquema de desvios de drogas na Polícia Civil é posta em prisão domiciliar, na Paraíba Reprodução / Polícia Civil da Paraíba A Justiça da Paraíba concedeu prisão domiciliar a Vanessa Dantas Fernandes, investigada por atuar como a "tesoureira" de um esquema de desvio de drogas envolvendo policiais civis no Sertão do estado. Ela estava presa temporariamente no âmbito da Operação Perfidus, que também resultou na prisão do delegado Braz Morroni e de dois agentes da Polícia Civil. A decisão foi proferida pela juíza Conceição de Lourdes Marsicano de Brito Cordeiro, da 2ª Vara Regional das Garantias.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Segundo as investigações, Vanessa disponibilizava contas bancárias para receber, fracionar e distribuir recursos provenientes do tráfico internacional e interestadual de drogas, repassando parte dos valores aos policiais investigados. Entenda mais abaixo. O g1 não conseguiu localizar a defesa de Vanessa Dantas até a última atualização desta reportagem.
Ao conceder a prisão domiciliar, a magistrada impôs uma série de medidas cautelares. Vanessa deverá usar tornozeleira eletrônica, podendo sair de casa apenas para consultas médicas. Ela também está proibida de deixar a comarca por mais de oito dias sem autorização judicial, deverá manter endereço e telefone atualizados e não poderá manter contato com os demais investigados nem com testemunhas da Operação Perfidus.
Além de Vanessa, a operação também prendeu o delegado Braz Morroni e os agentes da Polícia Civil Everton Aires, conhecido como "Bomba", e Eduardo Jorge, apelidado de "Mão Branca". O delegado e os dois agentes já foram indiciados pela Polícia Civil em um dos inquéritos que apuram o esquema de desvio de drogas. LEIA TAMBÉM: Agentes da polícia presos tentaram ficar com parte de dinheiro de tráfico que seria entregue a delegado na PB Polícia pede a prisão preventiva de delegado e agentes investigados por desvio de drogas, na PB Investigação que levou à prisão de delegado na PB começou após denúncia de traficante, diz polícia A operação Operação Perfidus, da Polícia Civil da Paraíba (Polícia Civil da Paraíba/Divulgação) A operação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas.
Ao todo, a operação cumpriu nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados. Um dos agentes presos é Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba" ou "Bombado".
De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como operador central da organização e fazia a ponte entre policiais e traficantes. O segundo agente é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como "Mão Branca". O investigador é apontado como participante direto de subtrações de drogas e teria monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em casa.
Quem é quem no esquema Everton Aires, Eduardo Jorge e Braz Morroni Reprodução/TV Globo O principal apontado como operador do grupo criminoso é o investigador da Polícia Civil, Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba".
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