A bola equipada com um sensor, que anulou um gol da Croácia durante a Copa do Mundo de 2022, não deve ser introduzida no futebol brasileiro. Representantes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estão em Dallas para conhecer inovações da Copa de 2026, mas a tecnologia da Adidas, que é protegida por patente, ainda não tem previsão de implementação no Brasil.

Inovações no futebol e o VAR semiautomático

A tecnologia que chamou a atenção no mundial foi utilizada também na Euro 2024, onde ajudou a anular um gol de Lukaku pela Bélgica. Enquanto isso, a CBF aproveitou o intervalo da Série A do Brasileirão, durante a Copa do Mundo, para se preparar para a implementação do impedimento semiautomático. Embora não haja um cronograma oficial, a expectativa é que o sistema comece a operar na primeira rodada do segundo turno.

Recentemente, a CBF completou a instalação e os testes do VAR em 19 estádios da Série A. A partir da 19ª rodada, logo após o mundial, testes serão realizados em 20 partidas oficiais, utilizando o sistema em modo offline, apenas para avaliação. Além disso, haverá testes no Campeonato Brasileiro Sub-17, o que exigirá a mudança de alguns jogos para estádios da Série A.

Integração de tecnologias e investimento

A integração entre a tecnologia do VAR e o sistema de impedimento semiautomático (SAOT, em inglês) já foi realizada na Central do VAR, no Rio de Janeiro, que está localizada próxima à sede da CBF. O investimento para a implementação do VAR semiautomático está estimado em cerca de R$ 25 milhões e essa tecnologia já é utilizada em ligas da Inglaterra, Bélgica e México.

A bola com sensor que foi utilizada na Copa do Mundo possui uma unidade de medição inercial (IMU) que registra o momento exato do toque. O sensor opera a uma frequência de aproximadamente 500 Hz, capturando dados cerca de 500 vezes por segundo, o que permite a identificação precisa do instante em que ocorre um contato com a bola.

Os dados coletados são enviados em tempo real para a sala do árbitro de vídeo (VAR), onde são combinados com o sistema de rastreamento dos jogadores, que utiliza câmeras instaladas no estádio. Essa integração proporciona uma análise mais precisa de lances, como impedimentos e toques de mão, contribuindo para decisões mais informadas por parte dos árbitros.