O técnico da seleção iraniana, Amir Ghalenoei, afirmou que seu país foi tratado "injustamente" pelos Estados Unidos durante a Copa do Mundo, pedindo uma intervenção da FIFA para evitar que situações semelhantes se repitam em futuras edições do torneio.

A seleção do Irã competiu sob a sombra de um histórico conflito com os EUA e Israel. Antes do início do torneio, a base de treinamento da equipe foi transferida de Arizona para Tijuana, no México, e as restrições de viagem foram uma constante durante a competição.

Para as duas primeiras partidas em Los Angeles, a seleção iraniana só pôde entrar nos Estados Unidos um dia antes dos jogos e teve que deixar o país no mesmo dia, devido às condições de seus vistos. No entanto, a equipe conseguiu um empate em 1 a 1 no último jogo do Grupo G contra o Egito, o que deixou suas chances de avançar para a fase de 32 em aberto.

Para a partida em Seattle, as restrições de viagem foram aliviadas, permitindo que a equipe chegasse dois dias antes do jogo, mas após a partida, tiveram que retornar a Tijuana.

Repercussão e apoio à equipe

Ghalenoei elogiou seus jogadores, afirmando que o que eles realizaram deveria ser registrado na história, destacando que o país anfitrião os tratou de forma injusta. "Apesar de todos esses problemas, conseguimos um bom desempenho e o mundo se orgulha dos iranianos e da nossa equipe", declarou o treinador.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, comentou anteriormente que a organização fez um bom trabalho para garantir a participação do Irã na Copa do Mundo, enfatizando a dificuldade das circunstâncias. Após o empate inicial com a Nova Zelândia, Infantino visitou o vestiário do Irã.

Desafios logísticos

O capitão da seleção, Mehdi Taremi, classificou a competição como um "desastre logístico" e expressou sua frustração com as constantes viagens para Tijuana. "Amamos o povo do México e Tijuana, mas como jogadores profissionais, isso não é certo", afirmou Taremi.

A FIFA foi contatada para comentar sobre a situação.