Neste artigo, examinamos a recente crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF), onde três ministros tomaram decisões divergentes sobre inquéritos da Polícia Federal em menos de 48 horas. A rotina atípica da Corte levanta questionamentos sobre o poder concentrado em cada toga individualmente.

Decisões conflituosas

No dia terça-feira, o ministro André Mendonça afastou o diretor-geral e o diretor de Inteligência da Polícia Federal. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino revogou essa decisão e reconduziu os dois dirigentes. Em seguida, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu as decisões anteriores e convocou uma sessão extraordinária.

Percepção pública

Uma pesquisa Datafolha revela que 76% dos brasileiros consideram que os ministros do STF têm poder excessivo, enquanto 71% ainda veem a Corte como essencial para a democracia. Essa crise interna destaca a necessidade de um Supremo Tribunal mais equilibrado e menos centralizado em cada toga individual.