O Sudão apresentou uma queixa ao Egito junto à Organização das Nações Unidas (ONU) após uma série de ataques aéreos realizados por drones, que já resultaram em centenas de mortes e feridos.

Conflito prolongado

A ministra dos Assuntos Exteriores do Sudão acusou o Forças de Apoio Rápido (RSF), um grupo paramilitar egípcio, de utilizar o território egípcio para realizar 'agressões audazes' contra locais civis e instalações de energia no Sudão.

Segundo o Sudão, esses incidentes colocam o Egito diante da lei internacional. O país afirma que desde fevereiro, drones armados têm decolado do solo egípcio para atingir cidades e civis no Sudão.

A investigação do exército sudanês aponta que 70 ataques envolvendo 187 drones ocorreram entre fevereiro e outubro, resultando em 484 civis mortos ou feridos e 176 soldados sudaneses mortos.

As autoridades sudanesas identificaram os locais de lançamento dos drones como o Aeroporto de Asosa, a área fronteiriça de Kurmuk-Gizen e a Base Aérea de Bahir Dar, todas localizadas no norte da Etiópia.

No último mês, 28 ataques foram realizados por 97 drones.

Em resposta, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou os ataques aéreos e advertiu sobre suas violações à lei humanitária internacional.