A Flexion Robotics, uma startup suíça formada por ex-pesquisadores de robótica da Nvidia, está inovando ao desenvolver robôs humanoides que podem executar uma variedade de tarefas cotidianas em escritórios, como abrir portas, subir escadas e transportar caixas.

O diferencial da empresa está em sua abordagem de treinamento, que combina simulações e um algoritmo de inteligência artificial (IA) mestre para ensinar aos robôs como realizar tarefas complexas com habilidades simples. Diferente de vídeos demonstrativos que mostram robôs controlados por humanos em tarefas específicas, a Flexion busca uma autonomia maior, permitindo que os robôs operem sem a necessidade de intervenção constante.

Um exemplo prático dessa tecnologia foi demonstrado em um vídeo onde um robô humanoide modificado da Unitree recebeu a seguinte tarefa: “Um pacote com lanches foi entregue para a Flexion. Recupere-o usando as escadas e suba pelo elevador. Depois, desempaque e coloque os itens na gaveta vazia da prateleira na área de lanches.”

Segundo Nikita Rudin, cofundador e CEO da Flexion, a chave para o sucesso do software é a utilização extensiva do aprendizado por reforço, que permite que o robô aprenda a realizar tarefas por meio de tentativas e erros. Cada camada do software, desde o modelo de IA até o controle dos motores, adota essa metodologia.

Enquanto líderes da indústria de tecnologia, como Elon Musk e Jensen Huang, preveem um grande impacto econômico com o uso de robôs humanoides, analistas como George Chowdhury, da ABI Research, alertam que a verdadeira inovação está na inteligência artificial que os sustenta. A ABI estima que o mercado para modelos de robôs poderá valer US$ 150 bilhões até 2036.

A Flexion está colaborando com diversas empresas de robótica e busca se destacar em um mercado competitivo, onde a capacidade de programar robôs de forma eficaz será essencial para o sucesso.