A Foundation Future Industries, startup liderada por Sankaet Pathak, tem como objetivo desenvolver robôs humanoides com capacidades letais, visando o mercado militar. O CEO da empresa afirma que a companhia planeja anunciar novidades em sua linha de robôs nos próximos meses, embora tenha se recusado a fornecer detalhes específicos sobre os sistemas de armas que estão sendo explorados.
Segundo Pathak, além de suas aplicações em combate, os robôs da Foundation poderão ser utilizados em logística, reconhecimento e inspeção. O interesse do exército dos Estados Unidos em robôs humanoides é de longa data, com a Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA) tendo financiado competições significativas entre 2012 e 2015. Atualmente, a Força Aérea possui um programa chamado xTechHumanoids, que apoia o desenvolvimento de tecnologias voltadas para capacidades militarizadas.
Interesse Militar e Investidores de Peso
A empresa já possui contratos governamentais que somam milhões de dólares e conta com o apoio de investidores notáveis, como Eric Trump, filho do ex-presidente Donald Trump, que atua como conselheiro estratégico da Foundation. Durante uma entrevista à Fox Business em 23 de abril, Trump elogiou os robôs da empresa, afirmando que suas interações são inovadoras e que a autonomia por meio da inteligência artificial pode transformar diversas indústrias, incluindo a militar.
A Foundation foi fundada em 2024 e logo após adquiriu a Boardwalk Robotics, que colaborava com o Institute for Human and Machine Cognition (IHMC), um instituto de pesquisa na Flórida especializado em robôs humanoides. Trump mencionou um contrato de 24 milhões de dólares com o Pentágono, embora a Foundation tenha esclarecido que os contratos foram herdados da Boardwalk e do IHMC, sem a confirmação de novos financiamentos governamentais.
Desafios e Futuro dos Robôs Humanoides
Apesar da promessa de um nicho de mercado promissor, especialistas em robótica alertam para os desafios significativos que ainda precisam ser superados. Robert Griffin, cientista sênior do IHMC, observa que a criação de um soldado robô totalmente autônomo ainda está distante, devido a problemas de percepção e navegação em ambientes desconhecidos.
Rodney Brooks, pioneiro em robótica e professor emérito do MIT, prevê que levará mais de uma década para que robôs humanoides operem de forma confiável em situações complexas. Questões éticas também emergem com a introdução de autonomia militar, levantando preocupações sobre a confiabilidade e a falta de intervenção humana em decisões que envolvem o uso da força letal.
Pathak minimiza os temores relacionados a cenários apocalípticos envolvendo robôs humanoides e acredita que a tecnologia pode tornar a guerra mais precisa, reduzindo danos colaterais. Ele menciona que a próxima versão do robô, o Phantom MK2, será a primeira a ser à prova d'água e de poeira, indicando um progresso contínuo no desenvolvimento da tecnologia.
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