O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta 5ª feira (23.jul.2026) ser julgado “24 horas por dia sem provas” por parte da mídia brasileira. As declarações foram feitas durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, horas depois de Michelle Bolsonaro aceitar publicamente seu pedido de desculpas. Na live, Flávio não voltou a mencioná-la e concentrou o discurso nas críticas a jornalistas, frente à repercussão do encontro com embaixadores e do caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.
Assista ao vídeo (38s): Na 4ª feira (22.jul), uma reportagem do Metrópoles informou que o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro emitiu 3 notas fiscais, de R$ 500 mil cada, para cobrar empresas ligadas ao esquema de Daniel Vorcaro. Duas foram canceladas e uma permanece sem registro de cancelamento, totalizando R$ 1,5 milhão em cobranças. Flávio negou, na live, ter recebido recursos da Copenhagen Assessoria e Consultoria.
“Mesmo eu não sendo investigado por nada, por ser totalmente ficha limpa, mas ficam criando narrativas o tempo inteiro pra tentar me desumanizar e me atacar, ainda assim quebraram o meu sigilo, o sigilo do meu escritório de advocacia” , disse. Flávio também se considerou vítima do que chamou de “quebra de sigilo ilegal” depois de vir à tona que seu escritório de advocacia emitiu notas fiscais em 2025 para uma empresa que recebeu repasses do Banco Master. “Vem para a imprensa uma nota fiscal que só quem tinha era o meu escritório ou algum órgão do governo, Receita Federal, Secretaria de Fazenda do DF, só esses entes públicos tinham, e o meu escritório.
Portanto, jamais alguém poderia expor isso publicamente. Isso é quebra de sigilo ilegal” , afirmou. Durante a live, o senador negou irregularidades e disse que está sendo “acusado de não aceitar trabalhar para uma empresa que supostamente tem alguma coisa com [Daniel] Vorcaro”.
REPERCURSÕES DE FLÁVIO Um dia antes, na 3ª feira (21.jul), Flávio criticou as urnas eletrônicas brasileiras em um encontro com diplomatas, em Brasília. Em seguida, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se pronunciou dizendo que os argumentos do senador eram infundados. Nesta 5ª feira (23.jul), Flávio afirmou que sofre o mesmo tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Vocês estão vendo a grande pancadaria em cima de mim. Eu sou claramente uma pessoa perseguida.” O senador disse que há um esforço para impedir sua eleição. Par a Flávio, a família Bolsonaro é perseguida desde 2018, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro foi esfaqueado durante a campanha presidencial daquele ano.
“A gente não está mais num Estado Democrático de Direito. Contra mim e minha família vale tudo, vale gol de mão. Parece que umas pessoas se deleitam com isso.
Mas não esqueçam que alguma hora essa perseguição pode voltar. Então, para mim, eu sou julgado todo dia sem provas. É uma coisa orquestrada.
Fizeram com meu pai e estão fazendo comigo” .
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