Sorriso, conhecida como a ‘capital do agro’, não é mais o município brasileiro com o maior valor de produção agrícola. Após seis anos no topo, a cidade terminou 2025 na 3ª posição, atrás de São Desidério (BA) e Sapezal (MT).

Os dados fazem parte da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra o valor gerado pelas principais lavouras de cada município ao longo do ano.

Por que Sorriso saiu do topo?

A mudança no topo do agro nacional não se deve a uma queda na produção. Uma das principais mudanças ocorreu com a criação de uma nova cidade: Boa Esperança do Norte (MT), que passou a ser contabilizado como município separado nas estatísticas do IBGE a partir de 2025.

O novo município foi formado por áreas que antes pertenciam a Sorriso e Nova Ubiratã. Do território de Boa Esperança do Norte, 20% vieram de Sorriso e 80% de Nova Ubiratã.

A mudança alterou a área agrícola atribuída aos municípios. Em Sorriso, a área plantada total caiu 9,3% em 2025. A área de soja recuou 8,3%, a de milho diminuiu 10% e a de algodão, 19,7%.

No algodão, houve queda de 1,6% no valor da produção e de 12,8% na quantidade colhida. Com a redução da área contabilizada e o desempenho das culturas, Sorriso terminou 2025 em 3º lugar no ranking nacional, depois de seis anos na liderança.

A nova capital do agro: Sapezal

Localizada no oeste do estado, a cerca de 520 quilômetros de Cuiabá, Sapezal tem pouco mais de 32 mil habitantes e uma economia fortemente ligada à produção agrícola.